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Por Luiz Lunardelli
Durante a luz do dia, os "profissionais do crime" circulam livremente, assaltando e intimidando moradores em plena via pública. À noite, a situação piora, transformando-se em verdadeiro pesadelo: estabelecimentos comerciais e residências são constantemente arrombados, como se portas e janelas fossem meros convites à visitação dos "indesejáveis hóspedes".
As vítimas, por sua vez, acumulam perdas materiais e traumas psicológicos enquanto esperam soluções concretas das autoridades. Mas onde estão elas? Afinal, não falta cobrança de impostos, pagos rigorosamente por comerciantes que arcam com a conta duas vezes: como pessoa física e jurídica. Dinheiro público que, teoricamente, deveria garantir o mínimo – segurança básica e o direito de abrir as portas sem temer ser alvo da bandidagem.
O que vemos, no entanto, é uma segurança pública que se tornou refém da burocracia e da indiferença. A sensação generalizada é que o crime ganhou carta branca para agir, à medida que ações efetivas de prevenção parecem mais uma miragem do que uma realidade próxima. A Prefeitura tem feito um pequeno esforço para diminuir a insegurança com algumas ações isoladas, porém as demais autoridades, forças de segurança e a própria Justiça, com sua típica letargia, apenas assistem, impotentes ou indiferentes, ao crescimento da audácia criminosa.
A situação em Biguaçu não pode ser tratada como mais um caso isolado, como muitos representantes do poder adoram classificar para se eximir das responsabilidades. Está na hora de despertar e agir! A população não suporta mais discursos vazios e promessas rasas. Exigimos uma ação concreta, imediata e enérgica.
Ou a segurança pública assume seu papel, ou vamos continuar sendo meros figurantes neste cenário grotesco onde os protagonistas são os bandidos. Talvez seja preciso lembrar aos nossos gestores que os únicos que deveriam temer abrir as portas são aqueles que não cumprem suas obrigações com a sociedade.

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